Mais um ano, mais um desafio e mais um caminho para percorrer. O nosso projecto está vivo e com mais força que nunca. Queremos levar uma mensagem de esperança ao mundo e que as nossas catequeses se tornem fonte de inspiração para alguns para modificar a vida de muitos. Este é o nosso Desafio de Viver (Grupo do 9.º Ano da Paróquia de Santo André de Canidelo).
No próximo dia 02/04/2010 (próxima sexta-feira) vai decorrer a Via Sacra paroquial.
O grupo do 9.º Ano ficou com o grupo do 2.º ano na IV - Estação(Jesus Encontra a sua Mãe).
No sentido de participarmos activamente nesta actividade da nossa paróquia os catequistas solicitavam que:
i) Estivessem presentes às 20:45 na rua das fabricas (Zona do Pingo Doce / Novo Centro de Saúde de Canidelo); ii) Se fizessem acompanhar de lençóis, túnicas e outros materiais para as diferentes personagens.
Na última catequese constatamos que o amor dos nossos pais por nós é muito grande. Apesar de nem sempre fazermos a sua vontade, eles continuam a amar-nos muito. Há quem diga que o amor dos nossos pais é o amor humano mais próximo do amor de Deus por todos nós.
Como seres mais velhos e experientes, os nossos pais querem o melhor para nós e tentam que a nossa existência seja o mais feliz possível. Eles alertam-nos para os perigos, ajudam-nos a tomarmos decisões, reconfortam-nos quando fracassamos e acreditam em nós.
No último encontro julgo que todos nós chegamos a estas conclusões.
Como compromisso para esta semana ficamos de dar um beijo aos nossos pais e de lhes dizermos o quanto os amamos.
No próximo encontro iremos falar da família. O 4.º mandamento diz-nos 'honrai pai e mãe'.
De modo a estarmos mais bem preparados solicitávamos uma pequena reflexão:
"Família, comunidade de vida e de amor, é também chamada célula da sociedade. Mas, será hoje família uma realidade em vias de extinção?
Frequentemente observamos como a unidade estrutural da sociedade humana é ameaçada. Nalgumas circunstâncias, ja não e o conjunto dos pais, filhos avós.
O convívio com os mais velhos deixa, lentamente, de existir, sendo visto como um tormento, pois estes são olhados como fardos, gente sem utilidade,ultrapassada pelo progresso. Em muitos lares, os filhos são agora únicos, pois ter filhos é caro e desgastante.
Os casais sentem-se,cada vez mais, desapoiados e sozinhos perante a responsabilidade de criar e educar os filhos numa sociedade tão exigente, que substitui a procura da realização e da felicidade pela procura da riqueza e do sucesso".
No próximo encontro, vamos descobrir quais os meios e as atitudes que precisamos de cultivar para corresponder ao amor de Deus.
No sentido de estarem mais bem preparados para o próximo encontro propunha duas actividades:
1) Uma reflexão sobre este texto: "O amor é uma dimensão extraordinária na vida do ser humano. Porém, o amor exige compromisso, aceitação total do outro, doação sem limites. Estas atitudes são difíceis no mundo em que vivemos. Muitas vezes, falamos de amor, mas apenas gostamos. Confunde-se amor com 'amores' passageiros como nuvens de verão. Gostamos do que nos interessa, do que serve os nossos interesses e nos traz a satisfação do momento. "
2) Resposta à seguinte questão: O que é para vós o Domingo? Será que é o dia da família ? Dia de ir à missa? Dia de actividades desportivas ? Dia em que não vão escola ? O que torna o vosso domingo especial e diferente dos outros dias?
No último encontro falamos da experiência do Amor de Deus.
Iniciamos o nosso encontro com uma auto-avaliação da nossa percepção da presença de Deus em várias situações da nossa vida. Verificamos que nem sempre conseguimos encontrar Deus nas nossas actividades e nas pessoas que nos rodeiam. Na verdade estes exercícios são importantes para nos conhecermos melhor e suscitar em nós uma atitude de mudança.
No final do nosso encontro concluímos que:
Amar e ser amado é fundamental para todo o ser humano;
Os três primeiros mandamentos (Amar a Deus sobre todas as coisas; Não invocar o santo nome de Deus em vão e Santificar os domingos e festas de guarda) apresentam-nos a base de todos os outros. O amor a Deus é, na verdade, o fundamento da existência cristã, caracterizada como comunhão de vida com Deus e com o próximo;
Neste tempo, tão cheio de coisas adoradas como deuses (idolatrias), é uma ousadia amar a Deus.
Na catequese 6 falamos de felicidade. Todos nós queremos ser felizes. Quando nos perguntam o que queremos para o nosso futuro, quase unanimemente respondemos que queremos ser felizes, independente do facto de sabermos ou não como atingir essa felicidade.
Como vimos na catequese, a felicidade está dentro de nós, habita no coração dos homens e não vem do exterior. Nós podemos simplesmente escolher ser felizes. Obviamente que essa felicidade só é possível da relação com Deus e Jesus.
Na catequese relembramos as bem-aventuranças. As bem-aventuranças são, para os discípulos de Jesus, um programa de vida e de vida feliz. Ao proclamar as bem-aventuranças, Jesus quer que a humanidade seja feliz em plenitude, por referência a Ele que encara planamente os valores que elas expressam.
Porém, seguir Jesus implica cumprir os mandamentos. Jesus não anula nem contradiz os mandamentos, antes retoma os mandamentos, revelando a força do Espírito que neles actua. Assim, os mandamentos e as bem-aventuranças devem ser lidos em conjunto, pois embora com formulações diferentes, ambos apontam para um centro: o amor.
O amor a Deus e ao próximo resume o Decálogo (decálogo significa os 10 mandamentos que foram confiados ao Povo de Israel através de Moisés) e se é vivido com o espírito das bem-aventuranças, constitui uma referência para a vida cristã.
No final do nosso encontro, concluímos que os 10 mandamentos, ou as 10 palavras, resumem-se em dois:
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
Para o próximo encontro propunhamos uma reflexão sobre estes 2 textos:
"Crer e ter fé são duas atitudes que nem sempre significam a mesma coisa. A crença está, por vezes, ligada aos actos exteriores da religião, enquanto que a fé é algo de pessoal e brota de uma decisão interior. Crer é também aceitar que há um Deus acima de nós, enquanto que ter fé é já uma ligação a um Deus concreto, o Deus de Jesus Cristo."
"Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia"
No próximo encontro vamos falar da diferença entre o crer e ter fé...
Como tem sido habitual iremos aprender mais sobre o comportamento de fé de Jesus.
No último encontro falamos do ser e ter. Fomos todos unânimes em escolher o ser em vez do ter. No entanto, os bens materiais não são maus, o que é mau é o uso que lhes podemos dar . Os bens materiais são úteis para a nossa sobrevivência, podem servir para unir e para fazermos o bem.
Por exemplo, o telemóvel quando é usado para falarmos com a nossos amigos e familiares, aproxima as pessoas, o que é um bom uso deste bem. Mas, o telemóvel pode também servir para nos destacarmos dos outros, mostrarmos que temos mais dinheiro, sermos vaidosos, ou até nos mostrarmos mais importantes, neste caso estamos a dar um mau uso a este bem.
No nosso encontro ainda falamos daquelas pessoas que para obterem bens materiais se esquecem da família, dos amigos, dos momentos de lazer que são muito importantes para o nosso equilíbrio.
Enquanto cristãos temos que saber distinguir quando estamos a utilizar os bens para unir e para o fazer o bem ou quando lhes estamos a dar um mau uso. Temos que valorizar o ser, as pessoas em detrimento do ter.
Para o próximo encontro propunha a respostas a estas questões:
Na vida temos necessidade de nos relacionar com outras pessoas e também de possuir coisas. Mas o que é mais importante? Ser ou ter? Ou ambas as coisas? Como cristão qual deverá ser a minha escolha? Qual a que me leva à felicidade ?
"Hoje há diversas formas de encarar a liberdade. Assim, alguns refugiam-se numa atitude impositiva e centrada em si mesmos, manifestada no refrão: "eu quero, posso e mando"!". Neste caso, a liberdade é sinónimo de se poder fazer ou dizer o que se quer. Nesta perspectiva, a liberdade chega a ser confundida com libertinagem e vandalismo. Outros, ao contrário, esforçam-se por descobrir caminhos de liberdade onde se realizem como pessoas e , ao mesmo tempo, contribuam para construir um mundo melhor. Exemplo dessa atitude positiva é o próprio voluntariado, que leva hoje jovens a enfrentar todos os perigos na esperança de suavizarem o mar de dor que atinge tantas pessoas nos nossos dias (que padecem a fome, a doença, a falta de água, a guerra com todos os seus males). Do mesmo modo, os missionários e missionárias, que entregam toda a sua vida e deixam tudo por amor das pessoas em dificuldade a que se dedicam."
Jesus é a grande referência para aqueles que desejam sentir-se verdadeiramente livres e projectar a própria vida em liberdade.
A história humana está cheia de opressores, mas também de muitos exemplos de pessoas que ousaram ser livres como Jesus. No nosso tempo, por vezes, procura-se uma liberdade egoísta, que só pensa em fazer o que apetece.
Os grandes homens e mulheres da humanidade descobriram, à maneira de Jesus, que a maior opressão que não nos deixa ser felizes é, tantas vezes, o próprio egoísmo, pois estamos apenas preocupados com o nosso bem-estar material. É sendo livres do mal, do pecado, dos vícios e de todas a formas de egoísmo que somos verdadeiramente livres e podemos ajudar os outros a libertar-se.
No último encontro tivemos oportunidade de reflectir sobre a nossa vida e verificar que a nossa existência está cheia de acontecimentos e pessoas importantes. Alguns dos acontecimentos foram muito bons para nós porque nos permitiram conhecer colegas novos, fazer amigos e aprender, outros foram menos positivos, mas ajudaram-nos igualmente a crescer enquanto pessoas.
No final do nosso encontro constatamos que podemos construir a nossa vida:
- A partir da vontade do poder – de querer dominar os outros, de não olhar a meios para atingir certos fins, de querer ter ‘fama’ e estar acima de todos;
-A partir da vontade do prazer – procurar tirar proveito de cada momento, tomando atitudes sem medir as consequências, não dando importância às coisas fundamentais da via. O desejo de ter, consumir, gastar está relacionado com este falso alicerce de vida;
- A partir da vontade de viver com sentido, com responsabilidade pela minha vida e pela vida dos outros, com uma alegria profunda, assumindo os compromissos importantes da vida, sendo fiéis a nós mesmos e aos valores decisivos da vida.
Como ouvimos no inicio da nossa catequese, é preciso dizer sim a uma vida com projecto e com valores e dizer não a uma vida sem projecto.
No final do nosso encontro tivemos a oportunidade de colaborar no peditório para a liga portuguesa contra o cancro. Parabéns a todos pelo empenho, a iniciativa foi um sucesso.
Sugiro uma reflexão sobre este texto para o próximo encontro:
"O ser humano é um ser que se interroga, que pergunta pelas razões de viver. A questão sobre o sentido da vida é inerente ao ser humano. Em todos os tempos, em todos os lugares, as questões brotam naturalmente: Quem sou eu? Qual o sentido da minha vida? De onde venho? Para onde vou? Na nossa sociedade as mudanças sucedem-se a um ritmo rápido e vertiginoso. A ânsia de felicidade e sucesso, a competição e a instabilidade social, se por um lado, tornam urgente esta busca e a definição de um rumo para a vida, por outro lado, dificultam a busca das respostas".
Nos próximo 2 encontros vamos responder à seguinte questão: Viver, Para Quê ?
De modo a estarmos mais bem preparados para o próximo encontro sugeria que pensassem nos acontecimentos mais relevantes das vossas vidas, que pessoas estiveram presentes e de que forma vos ajudaram.
No último encontro falamos nas tentações de Jesus.
Como se devem recordar, Jesus foi conduzido ao deserto para pensar na sua vida, nas suas opções fundamentais e para decidir o caminho a seguir.
Tal como Jesus, todos nós somos convidados a fazer um plano da nossa vida e a vivê-la de acordo com os valores que consideramos importantes. No entanto, como aconteceu com Jesus, todos os dias sofremos tentações. Jesus soube identificar os perigos lançados pelo diabo e resistiu, pois sabia que esse era o caminho para a realização do projecto de Deus.
As tentações sofridas por Jesus ainda hoje são muito actuais, pelo que vos convido a uma reflexão:
1) Tentação do poder – Jesus era um rei, mas recusou sempre o poder. Ele foi humilde e soube resistir à tentação do poder. Quantas vezes medimos a importância dos outros pela capacidade de mandar, pelo número de subalternos, pelas coisas que consegue fazer. Jesus dá uma lição de humildade, o verdadeiro rei nunca quis o poder do seu reino.
2) Tentação do prestígio e da fama – Jesus fazia milagres para ajudar os outros e nunca assumia esses feitos, pois era o pai que os fazia através dele. Jesus recusou sempre a fama e o prestígio, queria ser reconhecido como um irmão entre os homens e nunca como alguém extraordinário.
3) Tentação da riqueza – Jesus escolheu uma vida pobre. Nunca precisou de bens materiais e procurou sempre ajudar os outros. Quantas vezes avaliamos um projecto de vida pelas coisas materiais que acumulamos em vez de considerarmos o bem que fazemos. O bem que fazemos aos outros é a verdadeira riqueza de um projecto de vida cristão.
Esta catequese é uma lição de vida para todos nós, por isso no fim do nosso encontro assinamos um compromisso.
O grupo do 9.º ano irá fazer parte do 2.º grupo na recepção ao senhor bispo. Neste grupo estarão incluídos os grupos do 6.º ano até ao 10.º ano, os catequistas e secretariado e os escuteiros.
Cada grupo terá uma cor. A do nosso grupo será o Verde, pelo que se escolheu como elemento da natureza o Prado. O encontro terá início às 16 horas, pelo que esperamos a vossa comparência às 15h 45 minutos sem falta, e terminará por volta das 17 horas.
Para além de termos de escolher 3 elementos do grupo para ir ler a apresentação do grupo, a passagem bíblica e a pergunta, respectivamente, teremos que elaborar o nosso contributo para o dossier que será oferecido ao senhor bispo.
O dossier terá de conter os seguintes elementos obrigatoriamente:
Identificação dos elementos do grupo (assinatura de cada um).
Opcional é a inclusão da identificação do grupo de catequese, pois irá existir uma folha inicial que nos identificará.
Sugestões já avançadas pelo grupo:
Possibilidade de existir uma foto do grupo;
Uma mão com os nomes à volta e no centro escrever grupo do 9.º ano;
Escrever a passagem da bíblia que se vai ler no encontro (Salmos 23);
Uma foto do prado;
Atenção:
Só temos o próximo encontro para preparar o nosso contributo. Para além das ideias era importante trazerem o material para as concretizar. Exemplo: tintas, fotos impressas, tesouras, etc...
Este projecto é de todos, pelo que o comprometimento de todos é importante.
No catecismo deste ano aparece a frase Desafio para Viver. O que vos sugere este tema? Quais são estes desafios? O que é que nos propomos a fazer neste novo ano que se inicia?
Para vos ajudar na resposta a estas perguntas também nós vos propomos um desafio. Espero que gostem do vídeo.
Vamos dar início a mais um ano de catequese, vocês já verificaram como estão diferentes, certamente mais maduros, mais conhecedores e mais consciente da realidade que vos cerca.
No 9.º ano vamos dar início a mais uma etapa, cheia de desafios, novos projectos e conhecimento, mais um passo na longa caminhada que iniciaram há 9 anos e que nunca mais terminará. Jesus convida-nos a seguir o seu caminho, a sua experiência e a sua fé, mas para isso é necessário conhecê-lo cada vez mais e melhor.
Esperamos que tenham tipo umas óptimas férias e que cheguem cheios de vontade de participar no nosso projecto da catequese.
Desde já vos desejamos um bom regresso às nossas catequeses.
Catequistas: Daniel Silva Irmã Maria Francisca Catequizandos: Ana Carolina Ana Rita Cláudia Silva Daniela Martins Flávia Alves José Ricardo Miguel Figueiredo Ricardo Silva Silvana Oliveira